A TI deve ser compreendida como uma poderosa ferramenta habilitadora para mudanças na organização. Por si, nada faz. Mas se a empresa souber tirar proveito do potencial da tecnologia pode mudar fundamentalmente toda a estrutura do negócio.
Neste contexto, as decisões referentes a infraestruturas tecnológicas não são mais meras questões técnicas. Elas podem ser a razão do sucesso ou insucesso empresarial.
Os gestores de tecnologia enfrentam grandes desafios: de um lado mudanças rápidas na própria tecnologia, e de outro pressões empresariais cada vez mais intensas, exigindo decisões ágeis e de alto impacto no resultado do negócio.
A infraestrutura de tecnologia tem papel fundamental neste cenário. Representa a capacidade ou aptidão de uma organização em prover recursos adequados às suas necessidades empresariais. A infraestrutura computacional tem tanto valor quanto os sistemas aplicativos. Sem recursos adequados, as informações não chegam ao lugar certo, na hora certa.
A infraestrutura computacional pode ser considerada como as usinas e os sistemas de transmissão e distribuição de energia. Sem energia as aplicações, ou os aparelhos de televisão, microondas e outros eletrodomésticos não funcionam. Não se pode mais pensar que o nosso negócio simplesmente depende de tecnologia. Na verdade, os negócios já estão verdadeiramente entranhados nas tecnologias e podem mudar tão rápido quanto as tecnologias inseridas neles.
Asssim, decisões sobre infraestrutura não devem ser consideradas uma simples questão técnica, mas por sua influência direta no negócio, devem ser vistas com muita atenção.
No mundo competitivo dos negócios de hoje precisamos de uma infraestrutura flexível que permita que o negócio seja tão flexível quanto à demanda do mercado.
É a deixa para o conceito de Computação em Nuvem. Com este conceito todos (ou quase todos) os sistemas computacionais de uma organização (e eventualmente aos de empresas parceiras) podem ser compartilhados, criando um pool de recursos dinâmicos. Computação em Nuvem implementa o conceito de virtualização, permitindo que inúmeros computadores interligados gerem a imagem de um poderoso supercomputador virtual.
Embora possa parecer revolucionário, o conceito de Computação em Nuvem é um passo evolutivo na eterna busca pelo compartilhamento e conseqüentemente, maior aproveitamento dos recursos computacionais.
A Computação em Nuvem transforma os investimentos em capital (capital expenses ou capex) em investimentos operacionais (operating expenses ou opex), fazendo com que o uso de tecnologia se torne mais factível. Em vez de adquirir um servidor, esperar algumas semanas para sua entrega e então instalar os softwares necessários, basta usar um cartão de crédito e em poucos minutos podemos ter uma máquina virtual.
O termo Computação em Nuvem está se tornando um assunto muito aquecido e em breve estará (se já não está) sendo considerado nas estratégias de TI das empresas e dos prestadores de serviço. Claro que ainda estamos nos primeiros dias das “nuvens” e como todo novo conceito, ainda existe muito desconhecimento, desinformação e até mesmo mitos são criados em torno do assunto. Mas, é inegável que a Computação em Nuvem vai transformar a maneira como as empresas operam sua TI, bem como também vai transformar a maneira como os provedores irão oferecer seus serviços de TI.
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